Cirurgia para correção de Ginecomastia

É a cirurgia para remover o excesso de tecido gorduroso e glandular em mamas masculinas. Quando o tecido mamário encontra-se bem aumentado pode ser necessária a mamoplastia redutora. Na maioria dos casos de ginecomastia a cirurgia consiste em adenectomia (ressecção de glândula com uma incisão subareolar). Alguns casos vão necessitar de lipoaspiração local devido ao excesso de tecido gorduroso.  Quando o paciente não apresenta excesso de glândula e sim excesso de tecido adiposo, chama-se pseudoginecomastia. Neste caso, a lipoaspiração é necessária e, dependendo da quantidade de pele excedente, estará indicada a sua  ressecção concomitantemente.

  • Cirurgia

É necessário jejum de 8 horas. A cirurgia pode ser feita com anestesia peridural associada à sedação, anestesia local com sedação ou anestesia geral. A cirurgia tem duração de aproximadamente 2-3 horas, dependendo da necessidade de lipoaspiração ou ressecção de pele excedente. Durante a cirurgia é colocada no paciente uma bota de compressão pneumática, que faz massagem nas pernas durante todo o procedimento. É necessário também o uso concomitante das meias de baixa compressão (meia branca ¾ – até joelhos). Na maioria dos casos, o paciente recebe alta no mesmo dia da cirurgia (algumas horas após) com o retorno ao consultório já programado.

  • Recuperação

No pós operatório, a região das mamas pode ficar inchada e com áreas roxas (equimose), mas na primeira semana já evolui com melhora e, no final da segunda semana estas alterações desaparecem quase que por completo. Geralmente a dor é tolerável com os analgésicos prescritos. Em caso de dor e inchaço importante o médico deverá ser comunicado. Indica-se repouso relativo nos primeiros sete dias, evitando-se fazer atividade física e manter cuidado para evitar trauma local. Orienta-se não molhar a ferida durante as primeiras 48 horas após a cirurgia. Poderá limpar a região com soro fisiológico e fazer novo curativo a partir do dia seguinte à cirurgia. Após 48 horas, o paciente deve molhar a ferida durante o banho e, posteriormente, secar com uma toalha bem limpa a região e fazer novos curativos diariamente. Se for preciso, trocar curativo ao longo do dia evitando-se manter o local sujo de sangue. Usar faixa torácica compressiva e as meias de baixa compressão 24 horas por dia (retirar apenas para tomar banho).  Com 2 semanas o paciente encontra-se totalmente apto à retornar as atividades laborativas, tendo o cuidado de evitar esforço físico e peso durante 2 meses. Após 2 meses está autorizada atividade normal inclusive musculação. Dependendo da evolução, com 1 semana o paciente já estará liberado para dirigir.

  • Cicatrizes

Os fios usados durante a cirurgia são reabsorvíveis e, portanto, não há necessidade de sua remoção. Podem existir alguns pontos simples com fio inabsorvível que deverão ser retirados com 7-10 dias. A cicatrização depende do organismo de cada paciente e pode variar de cirurgia para cirurgia ou até mesmo em locais diferentes em um mesmo tempo cirúrgico. Cuidados são tomados em quem tem tendência a cicatrizes inestéticas (cicatriz hipertrófica ou quelóides) como uso de microporagem, fitas de silicone, pomadas para cicatrização, dentre outras medidas.

  • Resultados

A cicatrização se completa com 6 meses a 1 ano após a cirurgia. Com 1 mês ocorre diminuição importante do edema. Em 6 meses já dá para perceber um resultado estético satisfatório.